Só dói quando te toca a ti… verdade?

Ontem tive de me deslocar a uma loja da Via Verde, e ao entrar dei de caras com uma senhora numa bancada a promover a contribuição para uma instituição solidária regional que estava a recolher fundos para ajudar mulheres com cancro da mama.

Até aqui tudo normal… e de louvar!

Entrei e depois de confirmar que ainda tinha 6 pessoas à minha frente, o que queria dizer que tinha alguma disponibilidade para lhe dar mais atenção, pedi-lhe então para me explicar o que promovia, quem e como.

A senhora então explicou que se tratava de uma associação de apoio às mulheres com cancro da mama, e que para contribuir podia escolhendo um dos artigos que ela tinha em cima da bancada em troco de 5€, ou então dando uma contribuição qualquer que fosse, mesmo que fosse “apenas umas moedas”.

Após analisar o discurso e os artigos, lá decidi trazer 2 blocos com caneta contribuindo com 10€.

Obviamente não posso fazer estas contribuições a todas as bancadas senão levava-me à ruina, mas para mim a questão não é essa, de todo.

Durante todo o tempo que estive à espera que chegasse a minha vez, estive a observar as pessoas que entravam e saíam e posso dizer que entre as que chegavam e as que se iam embora, foram umas 15 ou 20 pessoas à vontade.

Todas as pessoas que ali passavam eram abordadas por esta senhora que lá tentar recolher mais qualquer coisa.

Se eu disser que nenhuma dessas pessoas contribuiu não é nenhuma novidade ou a algo que impressione.

O que me impressionou verdadeiramente, foi o facto de nenhuma dessas pessoas ter dispensado nem 3 segundos para ouvir o que esta senhora tinha a dizer.

Ela estar a recolher contribuições para ajudar mulheres com cancro da mama ou para comprar marijuana para distribuir à porta de uma escola secundária, era exatamente a mesma coisa, pois ninguém se dignava sequer a ouvir o que ela tinha para dizer.

Ela coitada começava uma frase e quando terminava já as pessoas estavam a 3 ou 4 metros de distância concentradas no seu umbigo.

Uma das que achei “mais interessante” foi uma mulher que chegou, que aparentava tudo menos ter necessidades financeiras, que ao ser abordada fez logo aquela cara de frete envolta num ar pedante, como quem diz “nem abras a boca que não estou nem aí para te ouvir”, virou a cara e enquanto a tal senhora terminava a frase a dizer que estava a ajudar uma instituição que apoia mulheres com cancro da mama, e nem assim ela se dignou a virar a cara de volta. Simplesmente ignorou e continuou como se nada fosse.

Não sou uma pessoa maldosa e por isso não desejo mal gratuitamente, mas a esta mulher tenho a dizer que espero sinceramente que ela nunca sofra nada assim ou semelhante e que dependa de outros para a ajudar a ultrapassar a situação.

Se isso acontecer e der de caras com outras pessoas iguais a ela própria, vai sentir na pele o que tem está a fazer agora aos outros.

Mas mais grave que isso, nem é as pessoas não contribuírem, porque como disse antes “ninguém pode ir a todas”, mas daí a nem ouvir o que as pessoas têm a dizer, ou no mínimo, responder educadamente que não estão interessadas parece-me francamente o “mínimo”.

Enfim, as ações ficam para quem as pratica!

 

Sejam diferentes desta gente e ajudem alguémx

 

Nota final: Quem quiser ajudar esta instituição em particular (com a qual não tenho qualquer afiliação como é óbvio) pode fazê-lo aqui: Associação Humanitário Ajudar Outros.

 

Posted on January 17, 2017 in Pessoas

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